Internautas elegem Facebook como melhor rede para discutir política

Ferramenta é a preferida de 40% dos usuários; 11% preferem o Twitter e 37% aprovam todas as mídias sociais

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo

05 Setembro 2012 | 21h16

Você pode até não gostar que a campanha eleitoral invada o seu Facebook, mas 85% dos internautas entrevistados por uma pesquisa disseram que as redes sociais são meios de comunicação adequados para a discutir política. E a rede criada por Mark Zuckerberg é apontada como o lugar preferido para trocar ideias sobre o assunto por 40% deles. Outros 37% acreditam que todas as redes são eficientes, enquanto 11% preferem o Twitter.


Quem está conectado também avalia que a campanha funciona melhor nas redes sociais, por serem mais interativas e abertas, do que na TV. Hoje, no entanto, o horário eleitoral gratuito ainda é considerado uma das principais armas dos marqueteiros na corrida eleitoral, recebendo a maior fatia dos recursos das campanhas.


Questionados sobre os assuntos que gostariam de discutir nas redes sociais, 49% dos internautas brasileiros optaram pelo plano de mandato, 26% por temas relacionados à corrupção, 14% se interessam por esclarecimentos de boatos, 7% preferem discutir sobre outros assuntos e apenas 4% se interessam em falar sobre CPI.


Desafio. A pesquisa identificou ainda que 36% dos participantes acreditam que seus candidatos não são "interativos" nas redes sociais. O motivo seria porque eles não sabem como utilizá-las corretamente. De acordo com o estudo, 43% afirmam ter deixado de curtir, e, portanto, de receber atualizações diretamente da fanpage de seu candidato, por esse motivo.


Para o CEO da empresa que realizou a pesquisa, José Jarbas, melhorar a interatividade entre o candidato nas redes sociais e os eleitores é o grande desafio hoje. "Existe uma perda grande de seguidores (potenciais eleitores) em virtude do mau uso das redes", afirma. Jarbas explica ainda que planejar o conteúdo a ser enviado como resposta para perguntas feitas pela internet é vital, pois o que se nota é um conteúdo geralmente "fraco e frustrante". A pesquisa apontou, por exemplo, que dos que enviaram perguntas a políticos, somente 27% gostaram das respostas que receberam.


Outro aspecto levantado é que 86% dos eleitores gostariam de continuar interagindo com seus candidatos nas redes sociais mesmo após as eleições. Dos entrevistados, 89% acreditam que prefeituras e governos estaduais deveriam utilizar mais as diversas redes sociais para discutir política com a população.


A pesquisa on-line "Rede social é lugar para política?" foi realizada no mês de agosto com 332 pessoas de todo o País pela empresa eCRM123, especializada em redes sociais. Para ver infográfico completo, clique na imagem:

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