Internado há 24 dias, Tuma segue sem previsão de alta

Internado desde o dia 1º no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) segue sem previsão de alta. A campanha do candidato à reeleição acredita que ele deixará o hospital na segunda-feira, mas aliados do senador dão como encerrada a possibilidade de Tuma cumprir agenda de campanha na última semana. Eles alegam que, no atual quadro clínico, o candidato não tem condições para enfrentar eventos de campanha, muito menos caminhadas ou comícios, como alguns de seus correligionários têm defendido.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 20h25

Na última pesquisa Ibope, divulgada hoje, Tuma ocupa o quarto lugar na disputa por uma cadeira do Senado, com 20% das intenções de voto. Na sondagem anterior, divulgada no dia 17, ele tinha 18%. Tuma foi eleito pela primeira vez ao Senado em 1995 com mais de 5,5 milhões de votos depois de quarenta anos de atuação como policial, quando era conhecido como o Xerife. Nas eleições de 2002, recebeu 7.278.185 votos.

O último boletim médico divulgado pelo Sírio-Libanês é do dia 8 de setembro e apontava que Tuma foi internado para fazer tratamento de um quadro infeccioso de afonia (perda ou diminuição da voz). Nesse boletim, foi informado que o paciente vinha caminhando para um quadro estável, mas a afonia ainda persistia.

Desde então, apenas a assessoria de imprensa de Tuma fornece informações sobre seu quadro de saúde. A campanha informava que o senador realizava exames complementares. Assessores anunciavam que Tuma sairia em breve do hospital, o que não ocorreu. Nos dois últimos finais de semana, foi informado que Tuma teria alta.

O suplente do candidato à reeleição, o professor Antonio Carbonari Netto, justificou a falha das previsões à insistência da equipe médica, coordenada pelo filho do senador - Rogério Tuma -, em manter o candidato em observação. "Os médicos preferiram manter ele em repouso, realizando exames adicionais, mesmo a contragosto do senador", explicou, acrescentando que o candidato deseja retomar a campanha.

Um aliado do senador, que preferiu permanecer anônimo, informou que a seu índice de glicemia está alto e tem caído pouco, o que o mantém no Sírio-Libanês. O candidato sofre de diabetes e se submete a tratamento há anos para controlar a doença.

O senador apresenta ainda um histórico de doenças cardíacas, tendo sido submetido em 1998 a operação de pontes de safena. Carbonari nega que a diabetes ou o coração sejam responsáveis pela permanência de Tuma no hospital. "É só uma medida de precaução dos médicos, uma vez que ele tem idade avançada." Tuma completará 79 anos no próximo dia 04 de outubro.

Campanha

No cenário de incerteza, a campanha do senador tem ficado a cargo do PTB, mais especificamente do deputado federal Robson Tuma (PTB-SP), filho do senador e candidato à reeleição. No final de eventos de campanha, o petebista tem pedido para que as pessoas façam uma espécie de corrente de orações pela saúde do petebista. Nessa última semana, o PTB programa a distribuição de material impresso de campanha - cerca de 100 mil santinhos com o nome de Tuma.

O material também pedirá o voto para o candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes (PSDB). As duas siglas, que formavam uma aliança branca na disputa, firmaram acordo na segunda semana de setembro para incluir o nome de seus candidatos nos santinhos de campanha.

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