Internação de Lula repercute na imprensa internacional

Jornais de todo o mundo deram destaque para a ausência do presidente no Fórum Econômico de Davos

Bruno Siffredi, do estadao.com.br,

29 de janeiro de 2010 | 10h31

A imprensa internacional repercutiu a notícia da crise de hipertensão que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ser internado na quarta-feira, 27, à noite em Recife. O destaque ficou por conta do cancelamento da participação do presidente no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde ele seria homenageado com o prêmio Estadista do Ano.

 

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O jornal norte-americano The New York Times publicou na quinta-feira, 28, uma nota em seu site relatando o problema de saúde de Lula e ressaltando as declarações do médico Cleber Ferreira, que estava com o presidente quando ele foi internado em Recife.

 

"Lula suspende agenda por uma crise de hipertensão", resume o título da matéria do diário espanhol El País. O jornal, que na quinta-feira já havia colocado no ar uma matéria sobre o caso, publicou em sua edição desta sexta-feira, 29, uma matéria na qual indica que o presidente "repousa em sua casa por orientação médica e deverá se submeter a um check-up exaustivo nos próximos dias".

 

O El País ressalta a repercussão nacional da notícia do mal-estar de Lula, que "correu como pólvora por todo o País". Com certo exagero, o texto ainda indica que o presidente "nunca esteve doente nem pisou em um hospital durante os sete anos à frente do governo".

 

O jornal francês Le Monde também repercutiu a notícia, colocando todo o foco na ausência do presidente em Davos. Por sua vez, o italiano Corriere della Sera deu maior destaque à declaração do porta-voz do presidente, que disse que Lula estava "esgotado" quando foi internado.

 

O presidente Lula passou mal na quarta-feira à noite após um dia com inúmeros compromissos, que incluíram a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Paulista, a 20 quilômetros do Recife, uma cerimônia em homenagem às vítimas do Holocausto e um jantar organizado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Lula foi internado após ser examinado por um médico dentro do avião presidencial, onde seguiria para a Suíça.

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