Integrantes do MST ocupam sede do Banco do Nordeste

Manifestantes se dizem contrários ao financiamento do agronegócio por parte do banco e pedem melhorias na aquisição de créditos e renegociação das dívidas agrícolas; iniciativa faz parte de Jornada Nacional de Lutas do grupo

Carmen Pompeu, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 17h33

Fortazela - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pescadores estão acampados na sede administrativa do Banco do Nordeste (BNB), no bairro Passaré, em Fortaleza. Eles entraram nesta terça-feira, 10, pela manhã, sem que a segurança do banco oferecesse resistência. No final da manhã, um grupo foi recebido pela diretoria do BNB. 

Os manifestantes se dizem contrários ao financiamento do agronegócio por parte do banco e pedem melhorias na aquisição de créditos e renegociação das dívidas agrícolas. Eles também pedem agilidade no Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e criticam o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), que, segundo eles, não atende nem contempla as necessidades das famílias dos assentamentos rurais.

A ação integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas realizada em 18 Estados brasileiros, com marchas, ocupações e trancamento de rodovias. De acordo com o MST, 20 mil mulheres participam da Jornada em todo o Brasil. No Ceará, o movimento calcula em 500 trabalhadores rurais acampados na sede do BNB.

De acordo com Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, eles lutam por uma pauta conjunta do movimento na região Nordeste. "Queremos uma reunião de todos os Estados do Nordeste com a presidência do BNB para que possamos debater questões que dificultam a vida do nosso povo no campo e que tem uma relação muito grande com as dificuldades colocadas pelo banco", disse.

Na segunda, cerca de 300 mulheres realizaram uma marcha pelas ruas da cidade de Quixeramobim, no sertão central do Ceará, contra o agronegócio e a violência contra as mulheres. As manifestações têm sido pacíficas.

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