Integrantes do MST invadem fazenda em Cataguases, MG

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram na madrugada de segunda-feira a Fazenda Fumaça, no município de Santana de Cataguases, a 329 quilômetros de Belo Horizonte, na Zona da Mata mineira. Na data do 1º de Maio, conforme informou a Polícia Militar, militantes do MST ocuparam também a Fazenda Iara, em Sacramento, na região do Alto Paranaíba.Segundo a PM de Cataguases, a Fazenda Fumaça foi invadida por cerca de 160 sem-terra, que montaram acampamento no local. Não foi registrado nenhum incidente. O MST cobra o assentamento de famílias na área, de 1,8 mil hectares.O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a fazenda já foi vistoriada e considerada improdutiva. "A nossa intenção é acelerar esse processo", disse Mauro Lemes, um dos coordenadores regionais do MST.A propriedade pertence ao Hospital de Cataguases e foi avaliada em R$ 3,4 milhões pelo Incra. Segundo o instituto, a emissão dos títulos da dívida agrária, que corresponde ao pagamento pela desapropriação, deverá ocorrer ainda este mês, mas não há data definida.O MST comunicou nesta terça-feira ao Incra a ocupação da propriedade em Sacramento. A assessoria do órgão informou que a área ainda não foi alvo de vistoria. De acordo com a PM, cerca de 50 integrantes do MST entraram na propriedade. A ocupação ocorreu de forma pacífica.Em nota, o MST disse que mais de 3,8 mil famílias estão acampadas em Minas à espera de serem assentadas. O movimento também atacou o governo Aécio Neves (PSDB), acusando-o de não ter feito "nada" pela reforma agrária no Estado. O MST cobra a liberação dos mais de "500 mil hectares de terras devolutas" que, segundo o movimento, estão sendo arrecadadas pelo governo estadual.LigaEm Belo Horizonte, integrantes da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas entraram em confronto no início da tarde desta terça-feira com policiais militares, na entrada da sede do Incra. De acordo com o instituto, cerca de 150 sem-terra participavam de uma reunião com o superintendente Marcos Helênio. Eles reivindicavam agilidade no processo de reforma agrária e infra-estrutura nos acampamentos.Segundo o Incra, o confronto envolveu poucos policiais e alguns militantes da Liga - que acusou a PM de tentar cercear o trabalho de uma fotógrafa ligada ao movimento. Ninguém foi preso.

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