Integrantes de assentamento deixam prédio do Instituto Lula em SP

Cerca de 80 pessoas passaram a noite no local para exigir fim de disputa por terra onde vivem 68 famílias no interior do Estado

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2013 | 15h00

SÃO PAULO - Os moradores do assentamento Milton Santos e estudantes que ocupavam a sede do Instituto Lula, no bairro Ipiranga, zona sul de São Paulo, desde a manhã dessa quarta-feira, 23, deixaram o local por volta das 14h desta quinta-feira, 24.

 

O grupo de cerca de 80 pessoas, que passou a noite no local, se dirige agora para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde manifestantes estão acampados desde a semana passada para evitar o despejo de 68 famílias do assentamento, localizado em Americana, interior do Estado. O grupo tem reunião marcada com presidente nacional do Incra, Carlos Guedes, às 17h desta quinta.

 

Segundo um dos moradores do assentamento, que coordenou a ocupação do instituto, Paulo Albuquerque, se o governo federal não assegurar que as famílias não serão despejadas, o grupo irá ao encontro da presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira, 25. Dilma estará em São Paulo para participar das comemorações do aniversário da cidade.

 

"Nós vamos ouvir o que o presidente nacional do Incra tem a dizer, mas se a negociação não apontar para a resolução do problema, nossa luta vai continuar. A gente sabe que a presidente Dilma vai ter várias atividades em São Paulo na sexta-feira, 25, e nós vamos até ela", disse Paulo Albuquerque.

 

Segundo decisão da Justiça Federal, o assentamento está numa área particular e deve ser desocupada até o dia 30 deste mês. O objetivo da invasão do Instituto Lula era conseguir que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva intercedesse junto à presidente Dilma para solucionar o caso.

 

Vistoria. Antes de deixar o prédio, que serve como sede das articulações políticas do ex-presidente, os manifestantes pediram aos diretores do instituto para que verificassem se estava tudo em ordem no local. Após a vistoria, o ex-ministro Luiz Dulci afirmou que não havia nada danificado e que o prédio estava limpo. Dulci disse ainda que os 25 funcionários do instituto devem voltar ao trabalho ainda nesta tarde.

 

 

Tudo o que sabemos sobre:
Instituto Lula

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.