Integrantes da CPI devem ser definidos até quinta, diz líder

Jucá diz que até a próxima semana o governo definirá sua atuação na comissão que vai investigar a Petrobras

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

20 Maio 2009 | 12h34

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta quarta-feira, 20, que todos os nomes dos integrantes da CPI que vai investigar supostas irregularidades na Petrobras e na Agência Nacional do Petróleo (ANP) deverão ser indicados até amanhã. A ideia é que a CPI comece a funcionar na semana que vem. Segundo Jucá, daqui até a próxima semana será feita uma análise de como será a atuação do governo na CPI e sobre se haverá acordo ou não com a oposição para que indiquem o presidente da comissão. O PMDB e o bloco governista, como têm a maior bancada, têm direito à presidência e à relatoria da CPI. A oposição, no entanto, tenta um acordo para emplacar um nome na presidência da comissão.

 

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O PMDB quer usar CPI da Petrobras como instrumento de barganha, diante da vontade do PT de tratorar as investigações. Na terça-feira, um racha na base governista impediu que os partidos aliados indicassem seus representantes na comissão. O partido tem três senadores entre os 11 titulares e será o fiel da balança na comissão.

 

Além dos desentendimentos entre o PMDB liderado por Renan Calheiros (AL) e o PT comandado pelo senador Aloizio Mercadante (SP), a base aliada não consegue se entender em torno de uma estratégia para conduzir a comissão. Setores expressivos do PT e do governo querem a tática do rolo compressor, mas peemedebistas rejeitam a ideia de uma CPI chapa-branca, com governistas na presidência e na relatoria.

 

Com tantos problemas, a definição deve se arrastar até a próxima semana. Se prevalecer a tese do PMDB, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) tem boas chances de ser eleito presidente da CPI. "O nome dele é palatável. Precisamos de tempo para conversar e baixar a temperatura", confirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

 

Mas a vontade do PMDB em dividir o comando da CPI com a oposição tem um limite. Os tucanos, que radicalizaram para forçar a abertura do inquérito, terão que ficar fora da presidência. Da relatoria, o governo não abre mão.

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