Integrantes da campanha de Azeredo negam uso de caixa 2

Em depoimento na Superintendência da Polícia Federal, realizado hoje, na capital mineira, o advogado Carlos Elói, coordenador-geral da campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB), ao governo de Minas Gerais, em 1998; o ex-diretor financeiro da Copasa, Fernando Moreira Lopes; e o ex-subsecretário de Comunicação do governo Aécio Neves (PSDB), Eduardo Guedes Neto, disseram desconhecer qualquer esquema financeiro com a participação do empresário Marcos Valério de Souza em benefício do tucano. Apesar de ser suspeito de participar do esquema, o coordenador-geral da campanha de Azeredo se diz tranqüilo. O advogado garante que não participou de nenhuma decisão envolvendo transações financeiras para a campanha. "Não participei de nenhum esquema de caixa 2 e nem tinha conhecimento do Marcos Valério. Da parte financeira, como já foi declarado, o Cláudio Mourão (ex-tesoureiro da campanha) tinha procuração do Eduardo Azeredo para assinar contratos de qualquer tipo de despesa e contratação", afirmou Elói.Os depoimentos foram tomados pelos delegados Praxíteles Praxedes e Pedro Ribeiro, da Polícia Federal, de Brasília. Eles vão permanecer na capital mineira até sexta-feira para ouvir mais depoimentos de pessoas supostamente envolvidas no esquema de caixa 2 tucano. O depoimento mais aguardado será dado nesta quinta-feira por Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha. Além dele, Rui Lage, que ocupou o cargo de presidente da Copasa entre os anos de 1991 e 1999, também será ouvido. A estatal é investigada pelo repasse de dinheiro à SMPB de Marcos Valério num contrato publicitário. Os depoimentos foram tomados pelos delegados Praxíteles Praxedes e Pedro Ribeiro, da Polícia Federal, de Brasília.

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