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Dida Sampaio/Estadão
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Integrantes da base aliada fazem manifesto em apoio a Dilma

Documento assinado por representantes de PMDB, PCdoB, PP, PSD e Pros fala na tentativa da oposição de instaurar uma 'nova forma de golpismo'

DANIEL CARVALHO, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2015 | 10h20

Atualizada às 12h46

BRASÍLIA - Integrantes da base aliada da presidente da República, Dilma Rousseff, fizeram um manifesto em defesa do mandato da petista, alvo de um movimento liderado pela oposição que pede seu afastamento. Representantes de PMDB, PCdoB, PP, PSD e Pros participaram de um café da manhã nesta terça-feira, 15, que reuniu no restaurante VIP da Câmara dos Deputados.

Além de parlamentares, também estavam presentes o presidente do PT, Rui Falcão, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD) e o vice-presidente do PMDB, Valdir Raupp. Os três também assinaram o texto, que foi entregue à Dilma na sequência, no Palácio do Planalto, no início da reunião dos deputados da base aliada com a presidente.

O manifesto fala na tentativa da oposição de instaurar uma “nova forma de golpismo”. Além disso, atribui a dificuldade de o Brasil de sair da crise econômica e fiscal em que se encontra ao ambiente político turbulento. 

O documento lamenta que, desde a eleição do ano passado, “forças políticas radicais, que exibem baixo compromisso com os princípios democráticos, venham se dedicando diuturnamente a contestar e questionar o mandato popular da presidenta Dilma Rousseff, utilizando-se dos mais diversos subterfúgios políticos e jurídicos, que vão desde o absurdo e inédito questionamento da urna eletrônica, lisura do pleito até a tentativa de criminalização de práticas orçamentárias em um contexto de crise fiscal e utilizadas por vários governos no passado, incluindo a contestação intempestiva das contas de campanha previamente aprovadas na Justiça Eleitoral”. De acordo com o texto, esse processo se constitui em uma “clara e nova forma de golpismo”.

Em outro trecho, o manifesto destaca que, embora as manifestações populares que expressem insatisfações sejam legítimas, elas “não podem servir de escusa torpe e oportunista para que invistam contra o mandato legítimo da presidenta”.

O texto também associa as dificuldades econômicas enfrentadas pelo País à turbulência no cenário político. “O principal entrave ao reequilíbrio das contas públicas e à consequente retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, como é o desejo de todos os brasileiros, reside no atual clima político deteriorado, gerado pelo golpismo que tenta se impor sobre a governabilidade e que dissemina sentimentos de insegurança, pessimismo e intolerância política por toda a sociedade”, diz.

No final, o manifesto reitera o apoio ao mandato de Dilma e convida as forças políticas do Brasil a contribuir para que o País se reencontre no quadro do crescimento econômico.

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