Integração com AL visa aumentar opções de mercado, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta manhã, que a busca do Brasil pela integração com seus vizinhos da América Latina e pelo incremento das relações com outros países em desenvolvimento tem por objetivo aumentar as opções de mercado para o Brasil. Ao responder as duas primeiras perguntas que lhe foram feitas na entrevista a comunicadores de rádio, que ele está dando neste momento, no Palácio do Planalto, o presidente disse que o fato de Estados Unidos e União Européia já serem os maiores parceiros comerciais do País reduz espaço para ampliação das exportações para aqueles mercados. Segundo ele, não há, nesse processo, nenhuma intenção de confrontação com esses dois grandes blocos. "Não queremos brigar com os Estados Unidos e com a União Européia, pois seria loucura um país brigar com seus dois maiores parceiros", afirmou. Ele observou, no entanto, que acabou o tempo em que os países da América Latina se dirigiam a seus parceiros ricos como pedintes. "Queremos construir uma outra geografia internacional", afirmou. Ele disse que suas viagens à África do Sul e ao Oriente Médio geraram dezenas de reuniões posteriores entre empresários e deverão resultar em aumento do comércio entre os países, inclusive com crescimento das importações brasileiras. "Não tem ideologia; política internacional é uma via de duas mãos", observou, realçando a necessidade de o Brasil também comprar produtos desses novos parceiros. O presidente afirmou, ainda, que a integração física entre a Amazônia brasileira e os países fronteiriços do País aumentará o fluxo de comércio na região e beneficiará não só a Amazônia, mas todo o País. Lula citou como exemplo a construção de uma ponte ligando o Amapá à Guiana Francesa que, segundo ele, permitirá aumentar as exportações brasileiras para a França por intermédio daquele território francês na América do Sul.

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