Fábio Motta / Estadão
Fábio Motta / Estadão

Instituto desenvolve índice para cidades sustentáveis

Ferramenta criada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a ONU permite monitorar e avaliar cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2021 | 18h38

O Instituto Cidades Sustentáveis lança nesta terça-feira, 23, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, uma ferramenta criada em parceria com a ONU que permite mapear, monitorar e avaliar o cumprimento dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 770 municípios brasileiros. 

Os ODS fazem parte de uma agenda mundial que definiu quais temas humanitários devem ser prioridade nas políticas públicas internacionais até 2030. A lista de metas inclui questões como a erradicação da pobreza e a promoção da agricultura sustentável. 

O índice foi elaborado com base em mais de 80 indicadores e atribui para cada uma das 770 cidades uma pontuação específica por objetivo e outra mais abrangente para o conjunto dos 17 objetivos. O lançamento será em evento virtual com início às 10h desta terça, 23.

Além de consultar os dados, os municípios vão poder gerar um Relatório Voluntário Local (RVL), instrumento de prestação de contas sobre o progresso da implementação dos ODS em nível nacional e subnacional. 

O lançamento da ferramenta ocorre no momento em que a pauta da sustentabilidade tem sido deixada em segundo plano pelos novos prefeitos. Isso porque, de acordo com uma pesquisa da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), o tema aparece em menos da metade dos programas municipais das candidaturas vencedoras do ano passado. 

Com o índice, a ideia é que as cidades possam ter mais dados à disposição para avaliar as prioridades da agenda local, especialmente em meio às dificuldades da pandemia do novo coronavírus

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades  é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sustainable Development Solutions Network (SDSN) e apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Projeto CITinova.

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