Instalação da CPI da Petrobras permitiu votação de LDO

Oposição desistiu de obstruir; Falta a manifestação do plenário do Congresso, convocado para realizar sessão

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

09 de julho de 2009 | 18h02

Bastou os líderes governistas anunciarem que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) instalará a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na próxima terça-feira, para destravar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010 na Comissão Mista de Orçamento (CMO). O PSDB e o DEM, que na véspera haviam decidido obstruir os trabalhos da Comissão para forçar a abertura da CPI, recuaram e ajudaram a aprovar o projeto da LDO. Falta, agora, a manifestação do plenário do Congresso, convocado para realizar sessão com este objetivo logo em seguida à instalação da CPI.

 

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"Não deixamos que as dificuldades políticas contaminassem a Comissão de Orçamento", comemorou no início da tarde de hoje o presidente da CMO, senador Almeida Lima (PMDB-SE). Afinal, não foi por acaso que a oposição adiou o exame final da LDO, em sessão conjunta de deputados e senadores, para depois de consumada a abertura do inquérito da Petrobras. Como a Constituição determina que o recesso de julho só pode começar depois de aprovadas as diretrizes para o orçamento do ano seguinte, o temor de tucanos e do DEM era de que os governistas saíssem de férias e não cumprissem o acordo de instalar a CPI.

 

Superada a questão política, não foi difícil aprovar o texto base do projeto.

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