Instalação da CPI da Petrobras deve ser adiada novamente

Parlamentares chegaram a anunciar instalação para esta terça, mas sessão deve ficar sem quórum mais uma vez

Leonardo Goy, da Agência Estado,

30 de junho de 2009 | 10h15

Após seguidos adiamentos, a CPI da Petrobras não deverá ser instalada nesta terça-feira, 30, como chegou a ser anunciado por parlamentares do governo. Segundo fontes da base aliada, deverá ser repetida a estratégia de não dar quórum para a sessão de abertura da CPI.

 

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A diferença é que, desta vez, nem o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que por ser o mais velho tem a prerrogativa de presidir a abertura da sessão, deverá comparecer. A mesma fonte disse que a ideia do governo é não deixar andar nem a CPI da Petrobras e nem a do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

 

A ameaça de obstrução da pauta, no plenário, pela oposição, também não assusta os governistas, já que o primeiro item na lista de votações é o programa Minha Casa, Minha Vida, que por ter forte apelo popular, o governo não acredita que a oposição poderá barrá-lo.

 

Balanço

 

A Petrobras transformou o lançamento de seu balanço social, na segunda-feira, em ato de defesa da política de patrocínios da companhia, um dos temas que serão investigados pela CPI do Senado. A palavra "transparência" foi a tônica dos discursos feitos por executivos da estatal. Para o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, a cobrança da imprensa sobre os patrocínios da empresa é "injusta".

 

Ele recebeu duras críticas no Senado pelo tom de entrevista publicada no Estado no domingo, na qual reclamou da atuação da imprensa nas últimas semanas. A entrevista teve grande repercussão no blog da Petrobrás, onde foi publicada na íntegra, conforme política adotada pela estatal desde o último dia 2. Até o início da noite de segunda, o post com a entrevista tinha 65 comentários. A estatal cita casos de repercussão internacional das declarações, divulgadas pelas agências de notícias Ansa e United Press.

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