Inspirado em Curitiba, Haddad quer expandir corredores

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta que pretende retomar o modelo de corredores exclusivos para ônibus, conhecido como BRT (Bus Rapid Transit), adotado em Curitiba na década de 70 e que, segundo ele, inspiraram o sistema "São Paulo Interligado" da ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy. Haddad afirmou que, com recursos federais do PAC Mobilidade, o sistema já é uma realidade em todo o País e chegou a ser copiado em cidades fora do Brasil, como Bogotá (Colômbia). "É um modelo brasileiro, nós deveríamos nos orgulhar. É um modelo de Curitiba que foi exportado para o mundo. Jogar fora esse legado, que era de um prefeito que nem era do meu partido, é um equívoco", comentou o petista em referência ao ex-prefeito curitibano Jaime Lerner.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

26 de julho de 2012 | 17h21

Haddad caminhou no início desta tarde pelas ruas comerciais da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da cidade. Acompanhado de sua candidata a vice, Nádia Campeão (PCdoB), o candidato pegou um ônibus no Largo do Paissandu, na região central, e chegou no Terminal Cachoeirinha meia hora depois. "Eu pego muito Metrô, moro do lado da estação Paraíso há 20 anos. Não tenho a menor dificuldade com transporte público", afirmou. Ao chegar ao terminal de ônibus, Haddad se juntou à sua mulher, Ana Estela, e ao ex-ministro Orlando Silva, candidato a vereador pelo PCdoB.

Mobilidade urbana é uma dos destaques do plano de governo do petista, que será lançado no início de agosto. O candidato anunciou que pretende resgatar o projeto de transporte de Marta Suplicy. De acordo com ele, se não fosse interrompido pelos sucessores da ex-prefeita, hoje a cidade teria quase 300 quilômetros de corredores de ônibus. "Estamos na mesma situação de oito anos atrás", criticou. Para Haddad, a Prefeitura de São Paulo não aproveitou os recursos do PAC Mobilidade para melhorar a qualidade do transporte na cidade. "São Paulo, também no caso dos transportes, perdeu oportunidades importantes de investimento no transporte público", condenou.

Mil leitos hospitalares

O candidato se comprometeu nesta quinta em ampliar a oferta de leitos hospitalares na capital paulista. Segundo o petista, é possível chegar a mil leitos com a construção de três novos hospitais nas zonas norte, sul e leste e ampliando o atendimentos nas unidades já existentes. "Vamos completar mil leitos", garantiu.

Na avaliação do petista, não faltam médicos na cidade, falta gestão de recursos humanos para distribuí-los pelas regiões. "Se a população reclama da saúde é por um problema de gestão, sobretudo de recursos humanos", observou. Haddad ressaltou que a gestão dos recursos da saúde sofre de "descontrole" e de "desperdício", o que já teria sido observado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

O petista destacou que o problema mais urgente a ser resolvido no setor é a carreira dos trabalhadores da área de saúde. "Não há um horizonte para o médico de carreira", afirmou. Ele também reclamou da forma independente como as Organizações Sociais (OS) que atuam nos hospitais valorizam seus funcionários, o que dá espaço para que as cidades vizinhas ofereçam melhores salários para os médicos de São Paulo."A política das organizações não pode ser cada qual com a sua política de recursos humanos, concorrendo umas com as outras", avaliou.

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