Insistência do PMDB pode atrapalhar Temer, diz Chinaglia

Presidente da Câmara diz que apoio do PT a Temer pode ser abalado com candidatura do PMDB ao Senado

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

15 de janeiro de 2009 | 12h16

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sinalizou que o apoio do PT à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à sua sucessão pode ser abalado caso o PMDB insista em lançar um nome para a presidência do Senado. "O PMDB sabe que se lançar candidato (à presidência do Senado), e se insistir nessa tese, isso repercute negativamente na candidatura do Michel Temer, que é presidente nacional do PMDB", disse. "Mas, de qualquer maneira, estamos honrando o compromisso e ele (Temer) vai ter mais votos no PT, possivelmente, do que em qualquer outra bancada." Veja também:A sucessão dos presidentes do Senado   O deputado disse não ter segurança em confirmar a informação que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, trabalharia pelo nome do senador José Sarney (PMDB-AP) como o de consenso para presidir o Senado. "No início do processo, o presidente disse que se houvesse um consenso em torno do nome do senador Sarney, ele poderia ser eleito. Mas depois que o processo andou, com a candidatura do Tião Viana, que tem apoio até na oposição, esta circunstância fica mais difícil", afirmou ele, que visita hoje Ribeirão Preto, município do interior paulista. Chinaglia questionou ainda a unidade dentro da bancada do PMDB e até mesmo a legalidade de uma possível reeleição do atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). "O Garibaldi Alves, inclusive, mantém sua candidatura mesmo com dúvidas acentuadas quanto à possibilidade jurídica de candidatura. Então o PMDB no Senado não tem opinião final sobre seu candidato", disse. Eleição para governador O presidente da Câmara comentou também sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Ribeirão Preto e atual deputado federal, Antonio Palocci (PT-SP), ser candidato de consenso dentro do partido para a sucessão de José Serra (PSDB) no governo paulista, em 2010. "Estamos longe das eleições e acho que o PT deve fazer um balanço no Brasil e no Estado de São Paulo. Mas o Palocci tem apoio forte dentro do PT e, se caminharmos para um consenso, ele é um nome que pode aglutinar as forças do partido e tem qualidades para isso."

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