Insatisfeito com Serra, PV já fala em lançar candidatura própria como '3ª via'

Aliado tradicional do PSDB na capital paulista, partido teme que acordo entre tucanos e o PSD de Kassab tire seu espaço na coligação e já negocia aliança com o PPS, da pré-candidata Soninha

Diego Zanchetta, de O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 17h37

Os cinco vereadores do PV na Câmara Municipal de São Paulo informaram agora pouco em plenário que pretendem construir uma candidatura própria como "terceira via na cidade", sem aliança com as chapas tucana ou do PT. Líder do governo do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Roberto Trípoli afirmou em plenário que o partido pretende ter candidatura própria. Em seguida, o líder do PV, Ricardo Teixeira, confirmou a decisão do partido, que marcou reunião para negociar aliança com o PPS, da pré-candidata Soninha, na terça-feira pela manhã.

 

"Não queremos coligação proporcional, queremos a nossa candidatura", argumentou Trípoli. O gesto revela, na verdade, a preocupação do partido em emplacar o vice candidato de José Serra. Outro temor entre os cinco vereadores do PV que tentam suas reeleições é de que em uma chapa encabeçada por PSDB-PSD eles teriam pouco espaço, além de o coeficiente eleitoral necessário ser maior para a vitória nas urnas, se comparado a uma candidatura na qual o partido tivesse participação majoritária.

 

Logo após os discursos de Trípoli e Teixeira, os cinco vereadores do PV marcaram encontro com a direção do PPS em conversa com o secretário de comunicação da direção estadual do partido, Maurício Huertas. "O que estamos vendo até agora na discussão eleitoral paulistana é uma acomodação de quadros políticos do PSDB e do PT. Precisamos ampliar o debate para as discussões sobre o desenvolvimento da cidade. Só se falou até agora na projeção política que cada candidato do PT e do PSDB poderá ter com a vitória. Queremos uma terceira via a essa discussão", afirmou o líder do PPS, vereador Cláudio Fonseca.

 

O PV hoje controla na gestão Kassab as secretarias municipais do Verde e do Meio Ambiente (Eduardo Jorge) e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Marcos Belizário). Os parlamentares do PV argumentam que os cargos estratégicos dentro do governo não vão interferir nas negociações partidárias. Na realidade, porém, o partido quer pressionar o prefeito Kassab a indicar Eduardo Jorge para a vaga de vice na chapa encabeçada pelo ex-governador.

 

A reação do PV também é uma resposta à crescente possibilidade de Alexandre Schneider, atual secretário de Educação e filiado ao PSD, ser indicado como vice de Serra. Os nomes do presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, e da vice-prefeita e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antonio, também são cotados.

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