Andre Dusek/Estadão
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Inquéritos da Lava Jato devem chegar ao Supremo nesta terça

Lista de políticos investigados pelo procurador-geral da República, contudo, depende de decisão de ministro para se tornar pública

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

02 de março de 2015 | 19h40

Brasília - Os inquéritos para investigar políticos citados na Operação Lava Jato devem chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 3, e seguir diretamente para o gabinete do ministro Teori Zavascki, relator na Corte dos casos envolvendo o esquema desbaratado pela Operação Lava Jato. Apesar da chegada das peças ao Supremo, os nomes dos investigados e os pedidos da procuradoria podem demorar alguns dias para se tornarem públicos. 

Isso porque Zavascki tem de decidir sobre a derrubada do sigilo em cada um dos casos. A inclinação do ministro é para acabar com o segredo, nos termos do que for solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Só após analisar todos os pedidos de investigação e decidir sobre o sigilo em cada uma das petições, o ministro irá liberar as peças.


Desde a chegada das delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef na Corte, Zavascki tem mantido o caso "oculto" no STF - grau de sigilo superior ao segredo de justiça. O procurador-geral já informou que, quando encaminhar os pedidos de abertura de inquérito contra os parlamentares irá também pedir a retirada do sigilo.

A expectativa é que Zavascki atenda o pedido de Janot. Nos casos em que diligências de investigações - como quebra de sigilo bancário ou interceptação telefônica, por exemplo - exigirem segredo, o ministro pode deixar em segredo apenas as medidas que serão adotadas. Os inquéritos devem chegar ao STF no final da tarde desta terça-feira (3), segundo previsões feitas nos bastidores do Supremo. 


O STF tem 42 procedimentos equivalentes aos fatos apurados com base nas duas delações. O número não corresponde, necessariamente, ao total de políticos que serão investigados. O PGR poderá pedir abertura de inquérito, oferecer denúncias - quando entender que já há indício de provas suficientes - ou ainda solicitar o arquivamento dos trechos das delações que mencionam o envolvimento de parlamentares. 

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