Inpe usa satélite para mapear represas

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, a 90 quilômetros de São Paulo, entregou, este mês, o primeiro levantamento da situação dos 123 reservatórios das hidrelétricas do Brasil à direção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O estudo, feito a partir de imagens do satélite de sensoriamento remoto norte-americano Landsat, pretende obter um cálculo exato das áreas territoriais dos 694 municípios que foram ocupadas pelas represas. Isto reflete diretamente no pagamento de taxas de compensação financeira, que é calculado sobre o espaço ocupado. O Brasil detém uma das maiores reservas hídricas do planeta e um alto potencial de geração energética por meio de hidrelétricas. Porém, até agora não havia um mapeamento exato das áreas ocupadas pelos lagos surgidos com o represamento de rios e de bacias. A Aneel utilizará o levantamento do Inpe para confrontá-lo com as informações fornecidas pelas empresas responsáveis pelas construções das unidades hidrelétricas. O Inpe ainda repassa diariamente índices pluviométricos para a agência, que são recolhidos pelos satélites de coleta de dados ambientais SCD-1 e 2, além do sino-brasileiro Cbers, a partir de uma extensa rede de Plataforma de Coleta de Dados (PCD). Com essas informações, os técnicos conseguem monitorar o nível das represas e acompanhar a vazão dos rios, controlando a retenção ou o escoamento das águas.

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