Inocêncio: PF investiga possível grampo

O líder do PFL na Câmara e candidato à presidência da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PE), chamou ontem a Polícia Federal e a segurança da Câmara, após a descoberta de uma caixinha preta no aparelho telefônico de sua sala, durante uma varredura de rotina que ele costuma contratar periodicamente a uma empresa privada. O diretor-geral da Câmara, Adelmar Sabino, que deixou o apartamento de Inocêncio por volta das 22h30, disse que não havia dúvidas de que se tratava de um aparelho de escuta sofisticado que capta, além das conversas telefônicas, também os ruídos do ambiente em que ela é feita. O vice-líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), um dos parlamentares que foram à residência de Inocêncio para se solidarizar com ele, disse achar que o grampo tem relação com a disputa pela presidência da Câmara. "Claro que tem relação, e é uma prática criminosa", afirmou. Os deputados Heráclito Fortes (PI) e o vice-líder do PFL Pauderney Avelino (AM) foram mais cautelosos, ao deixar o apartamento do líder. Eles deram descrições um pouco divergentes sobre o tamanho da caixinha encontrada. Avelino disse que ela é do tamanho de uma caixa de fósforo, enquanto Fortes afirma que tem o tamanho de uma carteira de cigarros. Dois agentes da Seção de Criminalística da Polícia Federal deixaram a residência do líder pefelista por volta das 22h30 dizendo que levariam três horas para dizer se o aparelho encontrado é de grampo telefônico.

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