Inocêncio garante que não tem trabalhador em regime de escravidão

O líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE), distribuiu hoje uma nota para tentar desmentir matéria da revista Veja que, com base em relatório do Ministério do Trabalho, denuncia a existência de trabalho escravo na fazenda Caraíbas, no Maranhão, da propriedade do deputado.Segundo a matéria, nos três primeiros meses de 2002, o líder pefelista teria mantido 58 trabalhadores em condições de escravidão. Na nota, o deputado afirma que o assunto ?só voltou a ser divulgado, depois de merecer ampla publicidade em março deste ano, com as mesmas lamentáveis e falsas ilações, depois que confirmou seu apoio ao candidato à Presidência pela Frente Trabalhista, Ciro Gomes?.Segundo Inocêncio, os trabalhadores da fazenda Caraíbas ?desfrutavam do direito de ir e vir, como foi comprovado pela fiscalização do Ministério do Trabalho, que compareceu à fazenda acompanhada por agentes da Polícia Federal?. ?A maior parte dos trabalhadores morava em terrenos vizinhos à fazenda e usavam a bicicleta como meio de transporte para dormir em suas respectivas casas?, afirma a nota.Ele nega também informações da revista segundo as quais a fazenda não oferecia água potável aos empregados. ?A fazenda possui duas fontes de água potável?, diz a nota. Informa também que o empreiteiro conhecido como ?Magro Velho?, citado na matéria, não seria funcionário da fazenda Caraíbas. ?A exemplo do que ocorre na maioria das fazendas da região e do país, o serviço de ?roçado? foi terceirizado junto a este e outros empreiteiros que se responsabilizariam pela contratação dos trabalhadores que fariam o serviço?, diz a nota do líder do PFL. Ele destacou que ?constatados os problemas trabalhistas apontados pelo Ministério do Trabalho, que seriam de responsabilidade destes empreiteiros, todas as exigências foram prontamente atendidas pela administração da fazenda Caraíbas?.O líder do PFL divulgou também nota do ministro do Trabalho, Paulo Jobim, de 17 de abril deste ano, em que ele garante não existir trabalho escravo na fazenda.O ex-ministro Francisco Dornelles também distribuiu nota inocentando o deputado pefelista e que os problemas trabalhistas ocorridos na fazenda eram ?de responsabilidade da empresa administradora e não do deputado proprietário?, e que o relatório feito pelo Ministério do Trabalho que lhe foi encaminhado, no período em que estava à frente da pasta, não caracterizava a existência de trabalho escravo.?Causa-me espécie o fato de um processo dessa natureza ter vindo a público, com o caráter de condenação prévia, semanas após ter sido requisitado pelo Ministério Público do Trabalho?, disse Dornelles.

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