Inocêncio e Aécio aceitam reposição da URV

Os principais candidatos à presidência da Câmara, os líderes do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), e do PSDB, Aécio Neves (MG), se disseram a favor da decisão dos atuais presidentes da Câmara e do Senado, de conceder aos funcionários os 11,98%, relativos à diferença na conversão da moeda, de unidade real de valor (URV) para real, em 1994. Ambos argumentaram a necessidade de atender à decisão judicial. Na segunda-feira à noite, o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) assinaram ato concedendo aos servidores das Casas os 11,98%. "É justo", diz Inocêncio Oliveira. O candidato do PFL à sucessão de Temer diz que, se eleito, tomaria a mesma decisão. Para Aécio Neves, a concessão do porcentual é um direito, por isso deve ser respeitado o anúncio feitos pelos atuais presidentes das duas Casas.Na Câmara, devem ser beneficiados cerca de 3.000 funcionários. Atualmente, o menor e maior salário dos servidores é de R$ 2.220,63 e de R$ 6.587,64 (incluída gratificação de função), respectivamente. Já no Senado, a expectativa é de que será necessária complementação orçamentária para bancar, até o final do ano, os gastos adicionais com a concessão dos 11,98%. O Senado ainda não fez o levantamento definitivo de quantos funcionários receberão o porcentual e quanto será necessário para custear a nova despesa.

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