Inocêncio diz que não admite ameaças

Mesmo com as ameaças de retaliação emitidas pelo Palácio do Planalto, o líder do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), disse hoje que manterá uma postura de independência em relação ao governo, mas sem fugir aos compromissos com a governabilidade. "Não aceitamos ameaças", afirmou o candidato do PFL à presidência da Câmara, um dia depois de liderar uma rebelião da bancada pefelista que, aliada à oposição, impôs uma derrota ao governo em plenário e irritou os partidários do governo, do PSDB e do PMDB. "Não diria que sou oposição, sou independente e tenho compromisso com a governabilidade", disse, antes de se reunir com o PT a quem garantirá gestões junto à cúpula do PFL para que os senadores pefelistas apoiem o candidato do bloco de oposição à presidência do Senado. À estratégia do PSDB e PMDB que, ainda ontem à noite, decidiram obstruir as votações do Congresso e cobrar uma posição mais governista do PFL, Inocêncio observou: " É uma gangorra". Segundo ele, são movimentos cíclicos, ou seja, quando o PFL está bem com o governo, tenta-se expelir o PMDB da base aliada do governo, mas quando é o PMDB que parece mais próximo do Planalto, as pressões concentram-se sobre o PFL.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.