Inocêncio diz que agora é oposição a FHC

Em seu momento de maior tensão até agora, a disputa pela presidência da Câmara levou o candidato do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), a assumir, na tribuna do plenário, que é oposição ao governo, e forçou o candidato do PSDB, Aécio Neves (MG), a acompanhar o discurso do adversário e se posicionar contra o Palácio do Planalto. Na luta para atrair o apoio das esquerdas para Inocêncio, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), entrou em campo nesta quarta-feira e trabalhou diretamente na cooptação de votos de oposicionistas. Ao reconhecer que "errou" em dar ao governo "seis anos de dedicação", Inocêncio assumiu compromisso com a votação da proposta de emenda constitucional que limita a edição de medidas provisórias e com a manutenção do artigo 246 da Constituição, que impede o governo de usar as MPs para legislar sobre assunto que foi objeto de emenda constitucional. Era tudo o que o Palácio do Planalto tentara evitar na véspera ao conseguir o apoio do presidente da Câmara, Michel Temer (PDMB-SP), que cancelou a sessão marcada para esta quarta-feira, quando seria votada a matéria. "Assumo o compromisso de, se eleito, não votar nada antes desses dois temas, e aqui e agora declaro-me candidato de oposição ao Palácio do Planalto", sustentou Inocêncio.

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