Inocêncio diz não estar ressentido com FHC

Uma semana depois de ter sido derrotado na disputa pela presidência da Câmara e depois de ter dito que seria o mais intransigente opositor ao governo, o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, agradeceu o gesto do presidente Fernando Henrique Cardoso, que por intermédio da imprensa relatou que queria ter ligado para ele, após a derrota, para confortá-lo. Inocêncio disse que tem recebido sinais do presidente para um eventual encontro, mas que ainda não foi procurado formalmente."Tudo tem seu tempo. É melhor deixar que as feridas cicatrizem um pouco", afirmou Inocêncio. Na época da disputa no Congresso, Inocêncio declarou que não pretendia mais conversar com o presidente, a não ser institucionalmente. ?Não guardo mágoa no coração", ressaltou hoje o líder.Na reunião da Executiva Nacional do partido, marcada para 8 de março, Inocêncio destacou que será preciso repensar o PFL. "A atuação do partido não pode ser decidida por apenas quatro ou cinco pessoas, entre as quais eu me incluo", afirmou. Para Inocêncio, a derrota no comando pelas duas Casas não foi a pior do PFL. Na sua avaliação, a pior derrota foi para as prefeituras do Rio de Janeiro e Recife, no ano passado, quando a expectativa eleitoral para a eleição de 2002 estava em jogo.O líder do PFL disse ainda que não aceitará nenhum movimento para isolar o senador Antônio Carlos Magalhães do partido. Ele observou que hoje no PFL existem duas tendências. Uma que defende o atrelamento automático ao governo e a outra, defendida por ACM e compartilhada por ele mesmo, que quer apoiar o governo, mas com certa independência.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.