Inocêncio defende redução de metas de superávit

O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), disse hoje que, apesar dos apelos que tem recebido, ainda mantém sua posição de defender a redução do superávit primário na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2002. Lembrando que o argumento utilizado pelo governo é o de que não se pode alterar o texto da LDO para não causar mais instabilidade no mercado, provocando desvalorização ainda maior do real, Inocêncio observou que a causa da desvalorização do real não é a votação da LDO, mas sim a crise da Argentina. Segundo ele, a falta de investimentos em infra-estrutura é que poderá causar problemas para a economia do País, no futuro. "Não conheço nenhum país no mundo que consiga resolver seus problemas de infra-estrutura com um superávit de 3% do PIB", afirmou. Segundo Inocêncio, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, não pode negociar a LDO do ponto de vista estritamente técnico. O líder defende a flexibilização do superávit em pelo menos 0,4 ponto porcentual, reduzindo-se a meta de R$ 31 bilhões para R$ 25 bilhões. A diferença seria utilizada dando-se preferência aos investimentos no setor de energia (R$ 3 bilhões), recuperação de estradas (R$ 1 bilhão) e na área de saúde (mais R$ 1 bilhão).

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