Inocêncio defende aliança entre PFL e PMDB em 2002

O líder do PFL na Câmara Federal, deputado federal Inocêncio Oliveira, defendeu hoje, no Recife, a aliança PFL/PMDB como a ideal para o partido, com a governadora Roseana Sarney na cabeça da chapa presidencial e um peemedebista na vice. Pessoalmente ele disse preferir o deputado federal Michel Temer (SP).Ele não prioriza a participação do PSDB na coligação e avaliou que o ministro da Saúde, José Serra, não seria um bom candidato a vice. "O problema do PSDB é voto, o partido não tem votos", disse ele, comentando que o maior responsável pela falta de votos não é o governo Fernando Henrique, mas o ministro. "Ninguém tem dúvida de que ele (Serra) é o melhor ministro do governo, mas ele não tem empatia com o eleitorado".Entusiasmado com a candidatura Roseana, que considera "irreversível", ele frisou que o partido não aceitará uma eventual "operação abafa" para retirar a candidatura e garantiu que, se for preciso, o PFL sai do governo e entrega os cargos. "Vamos continuar mantendo a base do governo pelo sentimento da governabilidade, mas não vamos abrir mão da candidatura da governadora à Presidência da República", frisou, lembrando que nenhum partido tem o direito de tirar uma candidatura que está em segundo lugar nas pesquisas de opinião."Roseana é um fenômeno novo, é o moderno, o diferente, para sair dessa mesmice de candidatos, e a sua candidatura tende a crescer e a empolgar". O deputado afirmou ainda que as especulações de que a governadora não teria preparo para discutir os grandes temas nacionais não têm fundamento. "Ela foi considerada a melhor governadora do Brasil e é determinada, está estudando economia e relações exteriores", disse. "Nos debates, ela vai triturar os candidatos".Inocêncio Oliveira deu entrevista durante a inauguração da nova fábrica do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), que contou com a presença do ministro da Saúde e do vice-presidente da República, Marco Maciel (PFL).RepercussãoMaciel disse que a "fulanização" da eleição só deve ocorrer no próximo ano, mas considerou fundamental a manutenção da aliança PFL/PMDB/PSDB. "Não é possível governar sozinho, eleição é importante, mas não é tudo", disse ele. "Porque quando se faz parceria, se faz possível governar, e como hoje não existem mais partidos hegemônicos, é fundamental que governemos em parceria entre o Executivo e o Legislativo, entre o Executivo e a base parlamentar que dá apoio no Congresso Nacional".O governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), mantém a opinião de que "se querem disputar a eleição para ganhar, os três partidos da aliança têm que se entender". Ele considerou "importante" a declaração de Inocêncio Oliveira, de que o PMDB é o parceiro ideal do PFL, mas afirmou que o quadro só se define em março. E discordou de que março é tarde demais para a definição eleitoral. "Março é o ideal", disse ele.

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