Inocêncio atribui derrota à candidatura Porto

Surpreendido com a enorme desvantagem de votos em relação ao vencedor Aécio Neves (PSDB-MG), o candidato perdedor na dipusta pela presidência da Câmara, Inocêncio Oliveira (PFL-PE), culpou o lançamento da candidatura Arlindo Porto (PTB-MG) no Senado, patrocinada pela cúpula do PFL, pelo seu desastroso desempenho na eleição. "Abalou demais", desabafou Inocêncio ao Estado, ao deixar a Câmara, pouco antes das 22h. "Eles lançaram uma candidatura sem nenhuma chance de vitória e todo mundo sabia que isto seria um golpe na minha candidatura", completou. Momentos antes, em entrevista coletiva, Inocêncio afirmava que "atribuía a derrota à falta de votos". Dando sinais evidentes de que decidira não descarregar sua artilharia no governo, Inocêncio restringiu-se a dizer que "a luta foi desigual" e que agora vai esperar "baixar a poeira e dar a volta por cima". O grupo de Inocêncio Oliveira também classificou a decisão do PFL do Senado como um golpe na candidatura do pefelista, porque dispersou os votos dissidentes de partidos da base aliada que estavam agregados a Inocêncio. "O senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) e o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) vão ter que ouvir o PFL da Câmara, de agora em diante", afirmou o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM). A permanência de Inocêncio na liderança do PFL na Câmara poderá ser decidida nesta quarta-feira, em reunião marcada pela bancada pefelista. "Vários deputados me pediram para continuar na liderança e queriam me reconduzir ao cargo por aclamação; não sei se devo aceitar, vou pensar", afirmou Inocêncio.

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