Inidoneidade de empreiteiras pode 'paralisar todo o País', diz governador do Rio

Apesar de considerar empreiteiras fundamentais para obras nacionais, Pezão descartou possibilidade de Lava Jato interferir nas obras das Olimpíadas do Rio 2016

Agência Estado

17 de novembro de 2014 | 17h46

 Brasília, 17/11/2014 - O governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse há pouco que deve demorar para que as empreiteiras apontadas como integrantes do esquema de corrupção em licitações da Petrobras sejam declaradas inidôneas e que se isso ocorrer, inviabilizaria o acesso delas a novas obras financiadas com recursos públicos. "Acho que demora (declaração de inidoneidade)", disse, na saída do Seminário "Pacto pela Boa Governança: Um Retrato do Brasil", promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 


O governador ressaltou, contudo, que as construtoras são importantes para o País e que a censura à atividade delas será ruim para a economia. "Essas empresas, se forem (declaradas inidôneas), não paralisam só o Rio de Janeiro, mas o Brasil todo", considerou.


Pezão descartou, porém, que a suspensão das atividades das empreiteiras possa atrapalhar o andamento das obras das Olimpíadas do Rio 2016. "As nossas obras estão todas andando dentro do cronograma", afirmou.


O governador disse também que não conhece o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que é apontado pela Polícia Federal como operador do PMDB nos desvios de recursos da Petrobras. Fernando Baiano, que mora no Rio, teve a prisão decretada na última sexta-feira pela Justiça, no curso da sétima fase da Lava Jato, e é considerado foragido. "Não o conheço. Não tenho relacionamento nenhum", disse.

(Nivaldo Souza, Ricardo Brito e Anne Warth)

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