Ingresso do PMDB virá no momento adequado, diz Dirceu

O ingresso do PMDB no governo será decido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento adequado, disse o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, sem estimar prazos. "Todos nós sabemos que neste momento isto está fora de cogitação", afirmou. "Tanto porque o PMDB não pleiteou, como também porque o governo não colocou em sua agenda fazer reforma ministerial", complementou. Ele disse acreditar, contudo, que o PMDB deve ficar com algum ministério. Base de apoioDirceu reiterou que o governo tem apoio para aprovar as reformas no Congresso. Ele ponderou, contudo, que as reformas vão além da base governista. "Eu acredito que é maior a base de apoio às reformas que a base de apoio ao governo", analisou. O ministro, que está em Porto Alegre, disse que irá defender esta noite, durante debate, a necessidade de realizar as reformas e sua relevância para a retomada do crescimento. Dirceu citou também a importância das reformas política, do Judiciário e da Lei de Falências. Questionado se existiria um consenso no governo sobre a possibilidade de redução dos juros, como indicariam declarações do presidente, Dirceu preferiu não fazer comentários. "Quem vai falar sobre isso é o ministro Palocci e o presidente da República." RadicaisQuestionado sobre as dificuldades em negociar com os chamados radicais do PT, Dirceu, disse hoje que negocia com a oposição no Congresso Nacional. ?Eu governo com o PT e com a base aliada. As divergências com os radicais são questões que cabem ao presidente do PT, José Genoino?, afirmou. "Eles têm um espaço para discutir as questões deles, que é a bancada e o diretório nacional", apontou o ministro. Ele lembrou que deixou o comando do partido em dezembro e, portanto, não fala sobre este assunto. "Meus cabelos brancos, são outras preocupações que eu tenho", brincou o ministro.

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