Inglaterra apóia ingresso do Brasil no Conselho de Segurança

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Margaret Beckett, reforçou nesta terça-feira o apoio de seu país à aspiração do Brasil de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas, ao ressaltar, durante um encontro promovido pela Câmara Brasileira de Comércio em Londres, o "crescente peso do Brasil no cenário mundial e sua liderança na América Latina", ela alertou que isso também fez com que aumentasse a responsabilidade do governo brasileiro. "O Brasil tem que se engajar politicamente e economicamente em sua região e partilhar da responsabilidade no mundo na busca do progresso em questões cruciais como o meio ambiente e um novo acordo multilateral de comércio", afirmou Beckett.Beckett disse que a atual composição do Conselho de Segurança das Nações Unidas, elaborada após a Segunda Guerra Mundial, não reflete as mudanças geopolíticas que ocorreram nas últimas décadas e precisa ser alterada. "As realidades de 1945 não são as de 2007", afirmou. "A ONU precisa ter autoridade e legitimidade e para isso é necessário que ela acomode outros países, inclusive emergentes, entre os quais o Brasil, que claramente é um dos líderes." Por isso, acrescentou, o governo britânico "apóia fortemente" a candidatura brasileira. A ministra criticou os países que são contrários à reforma da ONU. "O único argumento entre alguns membros que querem manter as coisas como estão é o auto-interesse", disse. "Mas o fato é que é do interesse de todos que a ONU amplie sua representatividade, buscando uma maior consenso." Beckett disse que o Brasil é uma peça chave na conclusão da Rodada de Doha. "As negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio) estão travadas e para que a rodada seja concluída precisamos chegar a um acordo nos próximos meses que seja benéfico a todas as partes", afirmou. "O Brasil tem condições de exercer um papel de liderança para levar os países do G-20 (grupo de países em desenvolvimento) a apoiarem um acordo." Ela disse que uma maior abertura comercial no mundo poderia gerar ganhos de 4 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 7,8 bilhões) para o Brasil, mas não informou qual a fonte desta estimativa.

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