Infraero vai investir R$ 28 mi no meio ambiente

A Infraero, empresa que administra os 65 aeroportos brasileiros, vai investir R$ 28 milhões em projetos de proteção do meio ambiente nos próximos quatro anos. O objetivo é implantar uma série de programas para reduzir toda a poluição produzida pelo movimento e manutenção dos aviões.A viabilidade desses projetos e novas técnicas para reduzir danos ao ambiente foram discutidos no Seminário Internacional de Proteção Ambiental em Aeroportos, realizado no Rio. "Apresentamos nossas propostas para reduzir poluição. Já estamos investindo em diversos aeroportos para reduzir ruído, por exemplo, mas esses R$ 28 milhões vão ajudar a diminuir também outros tipos de poluição causada por aviões", explicou Dener Veronese, gerente de meio ambiente da Infraero.Os programas contemplam todas as poluições produzidas nos aeroportos. Há projetos de recuperação de solos em processo de erosão, outros que tentam aprimorar o tratamento de resíduos e de combustíveis e até programas de tratamento do esgoto produzido nos aeroportos. Mas o principal desafio dos especialistas em defesa ambiental da Infraero é reduzir a poluição sonora e o incômodo das pessoas que moram ou trabalham em áreas próximas de aeroportos.Os R$ 28 milhões vão pagar algumas tentativas de reduzir o ruído. Parte do dinheiro está sendo usada para comprar terrenos nos arredores de aeroportos e, com isso, afastá-los da população. Iniciativas como essa ocorrem nos aeroportos de Guarulhos e de Brasília.Em alguns aeroportos, no entanto, a redução da poluição sonora é considerada uma meta muito difícil de ser cumprida. É o que ocorre com Congonhas, em São Paulo. Como está localizado em uma área urbana cercada de prédios e casas, isolar o barulho dos aviões é muito difícil, segundo os próprios especialistas. "Para diminuir o barulho, reduzimos os horários de funcionamento. Congonhas passou a fechar às 23h e abrir só às 6h. Mas, sem trocá-lo de endereço ou desapropriar as casas ao redor, é impossível melhorar a situação", diz Veronese.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.