Infraero está pronta para a CPI, diz presidente da estatal

O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse que a estatal está disposta a colaborar caso sejam instaladas as CPIs para investigar a crise aérea, uma na Câmara e outra no Senado. "A Infraero está pronta, assim que convocada, a comparecer: eu pessoalmente, todos os funcionários, quem quer que seja convocado, com espírito de colaborar. Não há problema nenhum". Pereira demonstrou preocupação, no entanto, de que a CPI "perca o foco da investigação". Segundo ele, se houver desvio político, pessoas podem ser favorecidas e culpados podem ficar impunes. Na última quarta-feira, a oposição apresentou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), requerimento para a instalação da CPI do Apagão Aéreo. A Mesa Diretora irá avaliar se o documento - assinado por 34 senadores, 7 a mais que o necessário - preenche os pressupostos legais e, em caso afirmativo, o próximo passo é indicar os integrantes da CPI. Já a comissão na Câmara - engavetada pelos deputados em votação - aguarda o julgamento de uma ação da oposição no plenário do Supremo Tribunal Federal, o que deve acontecer no próximo dia 25. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já admite a CPI. O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB -PE), avaliou que as duas comissões parlamentares de inquérito (CPI) serão instaladas. Para o Planalto, o melhor cenário era a instalação da CPI apenas na Câmara, onde a base aliada é mais forte. Órgãos externosO presidente da Infraero lembrou que supostas irregularidades cometidas na empresa já são objeto de investigação de órgãos externos, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU). "A quantidade de itens investigados é uma coisa monumental. São 37 representações, quatro tomadas de conta especiais. Então o tribunal de contas está investigando pesadamente". Pereira comentou o assunto no Congresso, onde participaria de audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara sobre as recentes paralisações do transporte aéreo e prejuízos causados à sociedade. Por causa do baixo número de parlamentares presentes, o presidente da comissão, Eliseu Padilha (PMDB-RS), cancelou a audiência e fez uma reunião a portas fechadas com sete deputados e o presidente da Infraero. A comissão tem 30 parlamentares.

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