Infidelidade pode levar Lula a promover reforma ministerial

O ministro-chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, disse nesta segunda-feira a parlamentares do PT que, além de expulsar os infiéis do partido, o governo poderá até mesmo fazer substituir ministros que se posicionarem contra a reforma da Previdência. Num encontro com deputados petistas, na casa de Paulo Rocha (PA), Dirceu afirmou que tem autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para procurar os ministros do PT e depois os do PC do B, Agnelo Queiroz (Esportes), e do PDT, Miro Teixeira (Comunicações), e exigir que dêem apoio às reformas. Caso contrário, poderão obrigar Lula a fazer uma reforma ministerial em data não prevista, contaram parlamentares que participaram do encontro.Dirceu contou ainda aos parlamentares que depois dele, o próprio presidente Lula vai conversar com os ministros para falar da necessidade de defesa da reforma da Previdência. "O governo vai propor a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos. Nossa bancada terá de fechar posição a favor", disse o ministro. Em seguida, de acordo com os deputados, Dirceu esclareceu que o governo não pensa em impor a proposta ao Congresso, obrigando-o a votar a favor. "Pode haver negociação sobre alguns pontos, sim, mas o PT tem de seguir o governo e acatar a proposta desde o início de sua tramitação", afirmou Dirceu, ainda conforme parlamentares do PT.O ministro informou ainda a seus colegas de partido que vai manter as conversas com o PMDB, que poderia ocupar vagas no ministério, caso Lula se veja obrigado a afastar ministros petistas ou de partidos aliados. Por fim, o ministro-chefe da Casa Civil disse que os parlamentares que defendem a reforma da Previdência não precisariam mais se preocupar com as posições políticas contrárias à cobrança dos inativos tomadas até agora pelo líder do PT, Nelson Pellegrino (BA), e pelo relator da reforma, José Pimentel (CE). De acordo com Dirceu, os dois já estariam "enquadrados" e não mais dariam declarações de oposição à proposta. Veja o índice de notícias sobre as reformas

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