Indústria farmacêutica vai pedir reajuste de medicamentos

A indústria farmacêutica vai pedir ao governo um aumento médio imediato de 7,8% no preço dos medicamentos. Entidades do setor preparam um documento para enviar ao Ministério da Saúde, pedindo a revisão ou até mesmo o fim do acordo que congelou os preços dos remédios até dezembro.O argumento é que as indústrias perderam a capacidade de continuar investindo, em razão da alta do dólar. A decisão da indústria já fora prevista há 15 dias, quando a Bayer se manifestou sobre a impossibilidade de manter o acordo com o governo.O documento assinado por seis entidades representativas do setor ainda não foi entregue ao governo, servindo apenas como base das reinvindicações isoladas da indústria ou em conjunto por meio das associações e sindicatos, que já estão ocorrendo. "A indústria farmacêutica perdeu a capacidade de continuar investindo no Brasil, seja ela nacional ou estrangeira. Novas fábricas, novos equipamentos e expansões foram suspensos. Os projetos em andamento estão sofrendo restrições e cortes por incapacidade de geração de caixa por parte das empresas", diz o documento. Empresários do setor lembram ao governo que 50% dos medicamentos genéricos do mercado brasileiro são importados prontos. Os demais genéricos e os medicamentos de marca dependem de princípio ativo importado.Os empresários alegam que o governo possui mecanismos para coibir abusos das indústrias atuantes no País e por isso o acordo é dispensável. A Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) encabeça a lista que dá apoio ao documento.

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