Indulto a assassinos de Dorothy Stang pode ser suspenso

Justiça do Pará autorizou condenados a sair durante quatro dias para aproveitar o feriado do Dia dos Pais

Carlos Mendes e Elvis Pereira, de O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 19h38

O coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos da Secretária Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, Fernando Matos, enviou na sexta-feira, 8, um ofício à presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Albanira Lobato Bemerguy, e ao Secretaria de Estado de Segurança Pública, Geraldo José de Araújo, pedindo a suspensão do indulto concedido a dois condenados pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em 2005.  A Justiça autorizou os pistoleiros Clodoaldo Carlos Batista e Amair Feijoli Cunha, condenados a 17 e 18 anos, respectivamente, a passarem quatro dias na rua por conta do Dia dos Pais. Desde fevereiro deste ano, os dois são mantidos em regime semi-aberto. No documento, Matos diz que recebeu a notícia da soltura com muita preocupação e pede a reversão da libertação deles. "Tal soltura pode significar um reforço na crença da impunidade que afronta esse Estado (Pará)", afirma o coordenador no ofício.

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