Índios Tyriós fazem oito reféns no Amapá

Tribo reivindica repasse da 2ª parcela, de R$ 1,5 milhão, de um convênio assinado em março do ano passado

Alcinéa Cavalcante, do Estadão,

23 de outubro de 2007 | 22h13

Desde segunda-feira à tarde oito funcionários da Funasa no Amapá estão sendo mantidos como reféns pelos índios Tyriós, no Parque do Tumucumaque (AP). Os funcionários viajaram domingo para o parque, onde desenvolveriam ações de capacitação e fariam um levantamento para uma campanha de vacinação na aldeia. Entre os reféns está a gestora do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Marcela Bentes.  Segundo o superintendente da Funasa no Amapá, Gervásio Oliveira, os tyriós reivindicam o repasse da segunda parcela, no valor de R$ 1,5 milhão, de um convênio assinado em março do ano passado entre a Funasa e a Apitu (Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque) para ações básicas de saúde nas aldeias indígenas, como compra de medicamentos, alimentação para os indígenas doentes e o pagamento dos agentes de saúde.  Gervásio Oliveira passou o dia tentando negociar, via rádio, com os tyriós a liberação dos funcionários, mas os índios se recusaram a conversar pelo rádio. Eles querem que Oliveira vá a aldeia para conversar pessoalmente. Oliveira diz que é mais proveitoso ficar em Macapá, de onde é mais fácil manter contatos com a Funasa em Brasília para liberação dos recursos reivindicados pelos Tyriós. Agora à noite, uma reunião na Funasa-AP vai decidir se Oliveira se desloca amanhã para lá.  É a segunda vez que funcionários da Funasa são mantidos como reféns por causa deste convênio. A primeira foi em julho do ano passado, quando nove funcionários foram obrigados a ficar por quase uma semana na aldeia do Manga, dos índios caripunas, no Oiapoque.  Os caripunas exigiam o repasse R$ 1,6 milhão, correspondente a primeira parcela do convênio e só liberaram os reféns quando o depósito em nome da Apitu foi feito. 

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