Índios terenas e caiovás invadem fazenda no MS

Um grupo de 380 índios terenas e caiovás invadiu hoje uma fazenda, na localidade conhecida por Porto Cambira, a 12 quilômetros do centro de Dourados. O grupo, comandado pelo cacique Carlito Oliveira, armou barracas de lonas e iniciou o plantio de mandioca, frutas e verduras, em uma parte distante cinco quilômetros da sede da Fazenda Campo Belo.Um dos proprietários do imóvel, Zenir Nascimento Chaves, confirmou que a sua casa na fazenda não foi invadida. Entretanto, a disposição dos índios e tomar todo o imóvel, apoiados por novos grupos que prometeram reforçar a invasão até o final desta semana. O administrador da Fundação Nacional do Índios (Funai) na cidade, Israel Bernardes, disse que a invasão foi pacífica e não houve problemas de maior gravidade até o final da tarde.A tomada de terra acontece depois de o grupo perambular durante cinco anos consecutivos, montando e desmontando acampamentos fora das aldeias, em diversos lugares do município de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul.Carlito Oliveira foi expulso da Aldeia Bororó pelo também caique Ramão Machado, no início de 1999, depois de vários desentendimentos pessoais e relacionados com a administração da aldeia. Dezenas de famílias da Bororó e outras aldeias, inclusive de municípios vizinhos, resolveram acompanhar o cacique atraídos pela promessa de que encontrariam "novas terras".Antes de invadir a Campo Belo, o grupo estava em um acampamento, armado nas proximidades do Rio Dourado, aguardando providências da Funai para recuperar as áreas nativas onde viviam. De acordo com a fundação, foram feitas várias ofertas para fixar os invasores e todas foram rejeitadas por serem pequenas ou distantes de rios.Para Carlito Oliveira, o objetivo foi sempre conquistar a Fazenda Campo Belo, que considera ser o berço de seus antepassados. No início da tarde de ontem 50 a 100 índios cortaram parte da cerca e iniciaram a montagem de barracas na propriedade. Hoje, o restante da tribo entrou de vez no local, considerando "terras indígenas recuperadas" e não invadidas.João Naves de OliveiraUm grupo de 380 índios terenas e caiovás invadiu hoje uma fazenda, na localidade conhecida por Porto Cambira, a 12 quilômetros do centro de Dourados. O grupo, comandado pelo cacique Carlito Oliveira, armou barracas de lonas e iniciou o plantio de mandioca, frutas e verduras, em uma parte distante cinco quilômetros da sede da Fazenda Campo Belo.Um dos proprietários do imóvel, Zenir Nascimento Chaves, confirmou que a sua casa na fazenda não foi invadida. Entretanto, a disposição dos índios e tomar todo o imóvel, apoiados por novos grupos que prometeram reforçar a invasão até o final desta semana. O administrador da Fundação Nacional do Índios (Funai) na cidade, Israel Bernardes, disse que a invasão foi pacífica e não houve problemas de maior gravidade até o final da tarde.A tomada de terra acontece depois de o grupo perambular durante cinco anos consecutivos, montando e desmontando acampamentos fora das aldeias, em diversos lugares do município de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul.Carlito Oliveira foi expulso da Aldeia Bororó pelo também caique Ramão Machado, no início de 1999, depois de vários desentendimentos pessoais e relacionados com a administração da aldeia. Dezenas de famílias da Bororó e outras aldeias, inclusive de municípios vizinhos, resolveram acompanhar o cacique atraídos pela promessa de que encontrariam "novas terras".Antes de invadir a Campo Belo, o grupo estava em um acampamento, armado nas proximidades do Rio Dourado, aguardando providências da Funai para recuperar as áreas nativas onde viviam. De acordo com a fundação, foram feitas várias ofertas para fixar os invasores e todas foram rejeitadas por serem pequenas ou distantes de rios.Para Carlito Oliveira, o objetivo foi sempre conquistar a Fazenda Campo Belo, que considera ser o berço de seus antepassados. No início da tarde de ontem 50 a 100 índios cortaram parte da cerca e iniciaram a montagem de barracas na propriedade. Hoje, o restante da tribo entrou de vez no local, considerando "terras indígenas recuperadas" e não invadidas.

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