Índios Terena mantêm quatro reféns do Incra

Quatro técnicos do Instituto Nacional de Colonizaçãoe Reforma Agrária (Incra) de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram feitos reféns pelos índios Terena, que estão,provisoriamente, acampados na chácara Lago Azul, nas imediações de Rondonópolis, a 210 quilômetros ao Sul de Cuiabá.As300 famílias de índios sem-terra remanescentes da nação Terena de MS querem a desapropriação da Fazenda Mirandópolis paracriar uma reserva indígena em Mato Grosso.Neste sábado, os índios Terena voltaram a interditar a BR-163, entre os quilômetros 14 e 15. A rodovia liga o MT a MS e à regiãoSudeste do País.Nesta sexta-feira, os mesmos índios bloquearam a rodovia por oito horas. Até o começo da tarde os funcionários Incra permaneciam incomunicáveis.A equipe foi feita refém por volta das 9 horas ao chegar ao acampamento para explicar aos índios o processo de desapropriaçãoda área reivindicada.A queda-de-braço entre índios, Incra e Fundação Nacional do Índio (Funai) ocorre há quatro anos.Os índios só devem liberá-los caso a direção do Incra em Brasília se comprometa a assentá-los neste final de semana naFazenda Mirandópolis, localizada na região sul de Mato Grosso.Em março deste ano, duas equipe de televisão foramseqüestrada pelos Terena."Só vamos liberar os reféns depois que chegar alguma decisão de Brasília", prometeu o cacique Milton Rondon. "Já estamoscansados de tanta promessa e de sermos enrolados nesses últimos quatros anos".A assessoria de imprensa do Incra em MatoGrosso informou que qualquer decisão só deverá ser tomada na segunda-feira.A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que os índios estão revoltados e agressivos, ameaçando, inclusive, pôr fogo noveículo que os quatro técnicos do Incra ocupavam.O carro foi colocado no meio da pista com vários pneus embaixo dele e óleo diesel.

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