Índios são presos em PE por formação de quadrilha

Onze índios atikun, incluindo um vereador, foram presos ontem na reserva indígena da tribo, em Carnaubeira da Penha, município integrante do chamado polígono da maconha, no sertão pernambucano. Nove deles tinham mandado de prisão decretado pela justiça de Mirandiba - município vizinho de Carnaubeira da Penha - acusados de formação de quadrilha, falsidade documental e ideológica. Entre eles, o vereador atikun Francisco Manoel da Silva, conhecido como Pedro Chico, do PSDB, e o presidente da Associação Indígena Jacaré São Domingos, Antonio Francisco da Silva, o Pedro Amâncio. O grupo teria desviado cerca de R$ 280 mil de dinheiro público. Outros dois foram presos em flagrante por porte de arma e de droga.O administrador da Funai na Paraíba, Petrônio Machado, que assumiu interinamente o órgão em Pernambuco, confirmou o envolvimento da Associação em fraude de dinheiro público. Ele não tinha mais detalhes sobre o caso, mas antecipou que os recursos não eram do orçamento da Funai. A reserva dos atikun tem 43 aldeias, com cerca de quatro mil índios e se espalha pelos municípios de Carnaubeira da Penha e Salgueiro. A prisão foi efetuada numa operação conjunta das polícias federal, militar e civil, que apreenderam 19 quilos de maconha pronta para consumo, uma espingarda calibre 12 de fabricação caseira, uma espingarda calibre 32, um revólver 38 e dois rifles calibre 22, além de uma caminhonete S4000, um Kadet roubado da Paraíba e duas motos. Foi destruída uma plantação de maconha com cerca de 500 pés da planta. A Funai de Pernambuco reclamou não ter sido avisada da ação policial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.