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Índios querem impedir colheita de soja em Mato Grosso

Produtores de soja de Campos de Júlio e Nova Lacerda, no noroeste de Mato Grosso, estão enfrentando problemas para realizar a colheita nas propriedades que foram demarcadas para homologação da terra indígena Uirapuru (etnia Paresi). Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a área demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) aumentou para 21.680 hectares, dos quais 50% estão ocupados há mais de trinta anos em doze propriedades rurais.

VENILSON FERREIRA, Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 19h47

Rogério Romanini, diretor de Relações Institucionais da Famato, afirmou que os indígenas querem impedir a colheita da soja em 6 mil hectares, sendo que 4 mil hectares estão em uma só propriedade. Ele disse que os produtores propõem uma trégua com os índios para realizar a colheita da soja, pois a demarcação da terra indígena ainda não foi homologada, para indenizar todas as benfeitorias nas propriedades.

O produtor Evandro Cesar Padovani, dono de uma fazenda em Campos de Júlio, afirma que "tem vários processos no Tribunal Regional Federal, recursos dos produtores, aguardando julgamento. Queremos que a Funai converse com os índios para que eles entendam que precisam aguardar os julgamentos e deixem a gente colher até que essa questão judicial seja concluída".

Rogério Romanini afirmou que a Famato vai propor uma reunião como o Ministério da Justiça e a Funai, em Brasília, para buscar uma solução negociada para a situação, "da melhor forma possível e sem conflitos". Os produtores questionam a demarcação, mas o representante da Funai em Cuiabá, Carlos Márcio Vieira Barros, desconhece a ilegalidade do processo e acrescenta que a área já foi homologada, faltando apenas indenizar as benfeitorias.

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