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Índios ocupam Funasa em Salvador por assistência médica

Segundo a assessoria do órgão, a manifestação era pacífica e o expediente no edifício corria normalmente

Agência Brasil,

14 de fevereiro de 2008 | 20h50

Cerca de 70 índios das tribos Pataxó-hã-hã-hãe e Tupinambá, do extremo-sul da Bahia, ocupam há três dias parte da sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em Salvador (BA). Os índios protestam contra a precariedade no atendimento médico nas aldeias. Segundo a assessoria de imprensa da Funasa, a manifestação era pacífica e o expediente no edifício corria normalmente.   O cacique da aldeia Jitái, da tribo Pataxó-hã-hã-hãe, Jurandir Araçari, reclama da demora no atendimento médico. De acordo com ele, os atendimentos são feitos no município de Itamaraju, que fica a 30 quilômetros das aldeias, aproximadamente. Além disso, apenas um carro atende as 15 aldeias da região, que possuem cerca de 12 mil índios.   Ele diz que, nos casos de emergência, os indígenas precisam ligar para o ponto de apoio da Funasa, em Itamaraju, e solicitar o transporte para o hospital mais próximo. "Quando uma criança, idoso ou gestante passa mal, a gente liga para o ponto de apoio e pede o carro. Mas, para chegar à aldeia, é aquela dificuldade. É uma viatura só da Funasa para atender esse povão todo. Se o índio tiver que morrer, é só Deus mesmo. Às vezes, algum parente tem um carro e leva o doente", conta.   Outro problema, segundo o cacique Pataxó, é o percurso que o transporte tem que fazer para atender a cada solicitação. "Nós ligamos e ainda temos que dar a sorte de ser atendidos. E, muitas vezes, a gente liga e o carro já está em outra aldeia. Então, até ele voltar da outra aldeia, é uma dificuldade". Jurandir contabilizou 15 mortes devido à precariedade da assistência médica na região.  

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