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Índios, negros e mulheres são excluídos na América Latina, diz BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) diz queser indígena, negro, mulher ou ter alguma deficiência física na América Latina e o Caribe aumentam a possibilidade de pertencer ao grupo dos excluídos socialmente. A exclusão social se define como a escassez crônica de oportunidades e de acesso a serviços básicos de qualidade, ao mercado de trabalho e de crédito, a uma infra-estrutura adequada e ao sistema Judiciário.Em vários países, constata o BID, os indígenas e grupos de ascendência africana são maioria e, estes últimos, são considerados como "os mais invisíveis dos invisíveis". Para o banco, em matéria de liderança política, econômica e educacional, esse grupos estão totalmente ausentes. Apesar dessa invisibilidade, continua a principal instituição multilateral de financiamento da região, estima-se que osnegros representam 30% da população da América Latina e o Caribe."Brasil, Colômbia, Venezuela e Haiti têm as maiores concentrações de negros", afirma o BID. Para a instituição, a população indígena também tem forte presença no Continente latino-americano. "Cerca de 40 milhões de indígenas vivem na América Latina e o Caribe e constituem 10% da população. Mas, ao mesmo tempo, representam 25% do total de pobres."No Brasil, Peru, Bolívia e Guatemala, os grupos étnicos (afro-descendentes e indígenas) são a maioria da população e 60% da população que vive em condições de pobreza, acrescenta um documento da instituição. Ainda de acordo com o BID, a pobreza e a degradação social, que resultam da exclusão social, foram considerados, durante muito tempo, problemas meramente econômicos. "Apenas nos últimos anos, os governos começaram a dar maior atenção e a fazer com que sejam incluídos em estudos sociais, econômicos e culturais, que, como resultado, constatam a exclusão social e o acesso limitado aos benefícios do desenvolvimento para certos grupos da população com base à sua raça, etnia, gênero ou capacidades físicas."

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