Índios, MP e ambientalistas são entraves para o País, diz Lula

Em discurso na inauguração da primeira usina de biodiesel associado ao álcool no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que não sabe quais são as soluções para o crescimento, mas prometeu se dedicar ´até o 31 de dezembro´ à missão de encontrar formas de ´destravar o País´, publicou o Estado. E listou, entre os entraves, ambientalistas, licenças ambientais, índios, quilombolas e o Ministério Público.Antes dele, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (sem partido), havia atacado a demora nas licenças ambientais para a construção das eclusas do Rio Madeira. Lula defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas criticou a legislação. Sobrou, ainda, para os ambientalistas: ´Porque as pessoas não querem que a gente use carvão, as pessoas não querem que a gente faça termelétrica, não querem usina nuclear e não têm dimensão do preço da eólica, do custo da termelétrica a óleo diesel.´Lula foi além: ´Eu estou me dedicando, em novembro e dezembro, a ver se eu pego todos os entraves que eu tenho com o meio ambiente, todos os entraves com o Ministério Público, todos os entraves com a questão dos quilombolas, com a questão dos índios brasileiros, todos os entraves que a gente tem no Tribunal de Contas.´Ao falar da busca do crescimento no País, o presidente prometeu definir ações logo. ´Não as tenho, mas eu vou encontrar, porque o País precisa crescer´, afirmou. Após a eleição, Lula pediu à sua equipe uma série de medidas para acelerar o desenvolvimento, mas as achou tímidas.Na terça, o presidente disse que logo vai lançar um ´pacote´ de ações, mas avisou que não abrirá mão da responsabilidade fiscal. ´Não vamos quebrar a economia brasileira. Não me peçam para anunciar mágica.´ Depois, reclamou de que se ganha demais com juros: ´Vamos ter que acertar essa situação.´

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