Índios montam aldeia em parque de SP

As oito famílias de índios guaranis que há seis meses invadiram o Parque Estadual Intervales, no município de Sete Barras, no Vale do Ribeira, montaram uma pequena aldeia no interior da mata. Embora façam parte de uma tribo nômade, originária da Argentina, os índios manifestam intenção de permanecer na reserva. O cacique Aílton, o único entre os 22 integrantes que fala o português, contou para os guarda-parques que o Intervales é a "terra prometida" que ele visualizou em um sonho. A reserva, com 49 mil hectares de Mata Atlântica, é administrada pela Fundação Florestal, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. De acordo com o relato dos guarda-parques, o impacto ambiental causado pelos indígenas resume-se à clareira aberta na mata assim que chegaram à região, em agosto do ano passado. Na área limpa, eles mantêm suas barracas e cultivam mandioca. Os guardas descartaram a possibilidade de os índios estarem ajudando palmiteiros a retirar palmitos da reserva, conforme informações que chegaram à administração do parque. Os índios são arredios e não permitem a aproximação de estranhos. A aldeia fica próxima do local onde um confronto com guarda-parques causou a morte do palmiteiro Odair Alves de Souza, de 40 anos, no último sábado. Ele transportava 34 toras de palmito e, ao ser abordado, tentou agredir os guardas. Uma equipe formada por técnicos da Secretaria, representantes do Ministério Público, da Funai e do Centro de Trabalho Indigenista de São Paulo acompanha a situação do grupo.

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