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Índios mantêm reféns cinco funcionários da Funai

Cinco funcionários da administração regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Tangará da Serra, a 240 kilômetros de Cuiabá, são mantidos como reféns desde a noite de terça-feira pelos índios paresi. Os índios também interditaram a Rodovia Nova Fronteira, que liga os municípios de Tangará da Serra e Sapezal, por não sido aprovado o projeto de aproveitamento rural das terras indígenas.Estão em poder dos índios os funcionários Carlos Márcio Vieira Barros, chefe do serviço de patrimônio e meio ambiente, Sérgio Santana, auxiliar do serviço de patrimônio e meio ambiente, Osvaldo Borges Pinto e Gonçalo Dias e Nelson Dias, chefes postos indígenas. Os índios reivindicam melhorias nas áreas de saúde e alimentação, informou Genílson André Kezomae, coordenador do Núcleo de Saúde Indígena da Associação Halitinã, vinculada à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Segundo ele, cerca de 70% da população paresi sofre com doenças respiratórias, diarréias e desnutrição. "Não temos nem a assistência básica de Saúde que nos é garantida por Lei e nos postos não existem mais remédios, material de limpeza e em alguns os rádios comunicadores estão quebrados", informou.Na norte de Mato Grosso, uma força-tarefa, composta por agentes da Polícia Federal, apoiados pela Polícia Militar do Estado e do Sul do Pará, negociam com índios kaiabi a libertação de seis trabalhadores mantidos reféns desde sábado. "Os índios só libertarão os reféns na presença de representantes da Funai, Ministério Público Federal e Ibama, para quem pretendem mostrar o quão grande é a degradação ambiental causada pelos fazendeiros, além de reivindicar a imediata demarcação as terras", disse o administrador substituto da Funai em Colíder, Luís Carlos da Silva.

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