Índios mantêm família refém por sete horas no MS

O fazendeiro José Maria Varago, sua mulher Aparecida Conceição Varago e a nora do casal, Márcia Ana Varago, foram mantidos como reféns durante sete horas pelos índios caiovás-guarani. Eles ocupavam uma caminhonete que foi interceptada pelos índios numa estrada rural, no município de Iguatemi, na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Varago é dono da fazenda São José, invadida pelos índios, e tentava se aproximar da propriedade com os familiares para ver a situação do gado e das lavouras. Armados com bordunas, arcos, flechas e facões, os índios bloquearam a estrada próxima da entrada da fazenda São Jorge, também invadida pelos caiovás, obrigando a parada da caminhonete. Falando por telefone à Agência Estado, ainda refém dos índios, Varago disse que os caiovás queriam obrigá-lo a ligar a energia elétrica da fazenda, cortada desde a invasão no dia 22 de dezembro. Ele disse que sua mulher estava passando mal e pedia ajuda. Segundo Varago, os índios estavam exigindo a presença da Polícia Federal para libertá-lo e a seus familiares. Ele contou que os caiovás estavam bastante exaltados, mas não ameaçavam a integridade física dos reféns. A delegacia da Polícia Federal de Naviraí informou que havia deslocado uma equipe para o local do seqüestro, mas o funcionário não soube informar a que horas os agentes chegariam na fazenda. Antes mesmo da chegada da polícia, os três reféns foram soltos. Varago afirmou que o telefonema dado pela reportagem provocou a sua libertação. Ele disse aos índios que o contato tinha sido feito pela Polícia Federal. Em seguida, os caiovás suspenderam o bloqueio e eles puderam seguir para Iguatemi.

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