Ernesto Rodrigues/AE
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Índios mantêm delegado da PF refém na sede da Funasa em SP

Trivella tentava negociar a saída do grupo, que decidiu impedir sua saída após discutir com presidente do órgão

Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo,

06 de maio de 2009 | 11h57

Os índios que invadiram ontem a sede da coordenadoria regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em São Paulo, impediram nesta quarta-feira, 6, a saída do delegado da Polícia Federal Flávio Trivella, que tentava negociar com eles uma saída pacífica do local. Trivella é mais um dos reféns no prédio da fundação no centro da capital paulista. Desde a invasão, os cerca de 100 índios mantêm o coordenador regional Raze Rezek como refém e outros sete funcionários.

 

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Os índios decidiram impedir a saída do delegado, segundo o cacique Darã da comunidade indígena Itaporanga, depois que o presidente da Funasa, Danilo Forte, bateu boca com um dos índios que tentava negociar com ele e desligou o telefone. O grupo pede a demissão de Rezek porque atribuem ao coordenador a piora nos serviços de atendimento médico e de saneamento nas aldeias do Estado. Nesta manhã a polícia fechou a rua onde fica a sede da Funasa na capital e o prédio foi isolado.

 

Rezek assumiu o cargo em agosto de 2007. De lá para cá, admitiu, os serviços pioraram: "As reivindicações são justas." Mas ele atribuiu a piora à estrutura da Funasa, à lentidão nos processos licitatórios. Para os índios, a permanência de Rezek é inaceitável. Por isso decidiram passar a noite na sede da Funasa.

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