Índios invadem Funasa para obter consulta médica

A sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) da cidade de Paulo Afonso, a 449 quilômetros da capital baiana foi ocupada desde anteontem por 100 índios das aldeias pancararé, pintaruré e xucuruquixaba situadas no vizinho município de Glória. Eles reclamam da interrupção do atendimento médico há nove meses, em conseqüência do corte de recursos que praticamente fechou o posto médico que atendia as aldeias.Liderados pelos caciques Manu e Afonso e o pajé Ramos, os índios disseram que só sairão da sede da Funasa após os procedimentos necessários para a reativação do posto: o pagamento de 300 receitas médicas, o funcionamento do posto de gasolina das aldeias, o pagamento dos salários atrasados de médicos e agentes de saúde, a liberação de exames de saúde e a quitação das dívidas relativas às diárias dos motoristas.João Valadares, chefe do escritório regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) está tentando intermediar um acordo entre os índios e diretores da Funasa mas se queixa que até o momento ninguém da Fundação da Saúde o procurou para resolver o impasse. De acordo com Sílvio Marques, funcionário da Funasa de Paulo Afonso, somente o escritório estadual, em Salvador tem autonomia para discutir as reivindicações dos índios.

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