Índios invadem Funasa e PF liberta reféns

Eles protestam contra os cortes no repasse de verbas à saúde

Carlos Mendes, do Estadão

13 de novembro de 2007 | 20h20

Nem a presença da Polícia Federal, que invadiu o prédio para libertar funcionários mantidos por uma hora e meia em cárcere privado, retirou de 154 índios tembés, vindos de três aldeias do nordeste paraense, a disposição de continuar ocupando a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Belém desde a manhã da última segunda. Eles protestam contra os cortes no repasse de verbas à saúde.  Os índios tentaram impedir a libertação dos servidores, mas os agentes da PF agiram com rigor. Ninguém saiu ferido. O cacique Edinaldo Tembé disse que a invasão é um protesto contra portaria do Ministério da Saúde, que reduziu o repasse de recursos, além de municipalizar a saúde indígena. "Isto é um absurdo total. As prefeituras não têm compromisso com a saúde dos índios. Quem deve prestar este serviço é a Funasa", criticou. A desocupação do prédio só irá ocorrer, segundo o cacique, quando representantes do governo federal sentarem com os índios para negociar suas reivindicações. Para a Funasa, nada pode ser feito, porque a portaria foi discutida com as lideranças indígenas e a maioria se mostrou favorável à mudança. "A portaria gerou insatisfação em apenas 10% da população dos tembés, que é de 18.905 índios no Pará", assegura a Funasa.

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