Índios fecham prédio da Funai no Acre contra ineficiência na gestão pública

Durante protesto, coordenadora do órgão reconheceu que atuação na área da saúde é deficitária

Itaan Arruda, especial para O Estado de S. Paulo,

18 de abril de 2012 | 16h56

RIO BRANCO -  Cerca de 150 índios de nove etnias do Acre fecharam o prédio da coordenação regional da Funai, sediada em Rio Branco, nesta quarta-feira, 18. Eles reclamam da ineficiência da gestão pública nas áreas de saúde e na demarcação de 14 terras indígenas.

Os funcionários da instituição foram impedidos de sair durante toda a manhã e os índios só permitiram a sua saída no horário de almoço, "para que ouvissem as dificuldades dos povos". Durante as falas, muita reclamação sobre eficiência do poder público. "As nossas referências do movimento indígena, quando entram nos governos, se esquecem das dificuldades que viveram aqui", afirmou a liderança indígena Ninawá Huni Kui.

"Há muitas coisas na política indigenista, principalmente no que se refere à saúde, que não está bem", reconhece a coordenadora da Funai, Evanízia Puyanáwa. "Em relação à demora nas demarcações, isso é um problema da caráter político, de prioridade política do governo federal", disse.

A demarcação de terras indígenas não tem como ser agilizada, segundo a Funai. Em todo o país, há 16 antropólogos do órgão para atuar nesses processos.

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